É com essa consciência que, no decorrer dos últimos 30 anos, Paulo Murilo vem plantando entre nós, ocidentais, sul-americanos e brasileiros, a sabedoria que bebeu na fonte, quando viveu na Índia e estudou com os mestres do Tantra (palavra que tem origem no sânscrito - Tantr - e significa controlar, governar). Foi deixando aqui e ali sementes que se espalharam, e ajudando pessoas a encontrarem o equilíbrio de sua personalidade, através do desenvolvimento da consciência individual. Daí o Tantra Yoga ser chamado de Psicologia do Yoga. É um sistema capaz de levar o indivíduo a governar ou controlar a si mesmo, tendo como objetivo a busca do auto-conhecimento.

            Nós, da ABDTY, seguimos uma das duas correntes do Tantrismo, o Dakshina Tantra, também conhecido como o Tantra da mão direita, que considera que tanto homens quanto mulheres são dotados de características masculinas e femininas em sua personalidade. Características que devem ser equilibradas para que a pessoa possa transcender suas limitações e perceber que já é a felicidade que busca. É uma visão não-dual, ao contrário da outra linha, o Vama Tantra, segundo a qual só pela união do homem e da mulher – através da relação sexual ritualizada – se poderia atingir a experiência do nenhum, que caracterizaria a superação das diferenças individuais. Para o Dakshina Tantra, a experiência é passageira, acontece e termina; enquanto a vivência permanece na medida em que se incorpora à personalidade, passando a integrá-la.

(texto adaptado do site da Associação Brasileira de Dakshina Tantra Yoga _ ABDTY - www.tantrayoga.org.br )